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Isabella Macedo/Congresso em Foco

Exaltado, Henrique Fontana vai à mesa de comando da comissão para protestar contra a condução dos trabalhos

 

A sessão que conclui a votação das emendas ao relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) teve discussão aos gritos entre os deputados na tarde desta quinta-feira (10). Deputados reclamavam que a votação de um dos últimos destaques, sobre a adoção do sistema distrital misto nas próximas eleições, não foi nominal. Os parlamentares se exaltaram e permaneceram aos gritos por alguns minutos, protestando contra o encerramento da votação do destaque.

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A discussão começou quando o presidente da Comissão, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), anunciou a votação, que não seria nominal. Deputados de oposição protestaram, alegando que a votação por aclamação era uma quebra de acordo. Segundo eles, o acordo era para que as votações mais importantes fossem realizadas nominalmente.

Henrique Fontana (PT-RS) era um dos mais exaltados, gritando com o colega Danilo Forte (PSB-CE) que a votação não nominal era  “um golpe” e “uma vergonha”. Ele chegou a ir à Mesa reclamar com Vieira Lima. Ivan Valente (Psol-SP), que permaneceu em pé em frente à mesa durante a discussão, também tentava argumentar com o presidente.

O destaque apresentado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) sugeria que fosse retirado do texto do relator o artigo que propõe o sistema distrital misto para deputado federal, estadual e vereadores a partir de 2022.

Vieira Lima esperou a confusão cessar para ceder a palavra a Henrique Fontana, que argumentou que aquela votação quebrava o acordo. O presidente da comissão rebateu o argumento e afirmou que se curvava ao acordo de plenário. Ele suspendeu a sessão por 10 minutos para que os deputados entrassem em consenso. Na volta do intervalo, ele manteve o resultado da votação, para manutenção do artigo no texto, e seguiu para o próximo destaque.

Veja o momento em que a discussão se intensifica:

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