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Rovena Rosa/ABr

Joesley é acusado de ter omitido informações sobre os crimes cometidos pela J&F e, com isso, ter quebrado cláusula prevista no acordo de delação premiada

 

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão temporária do empresário Joesley Batista e do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud. Fachin aceitou o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também solicitou a prisão do ex-procurador Marcello Miller, que atuou como advogado no acordo de leniência da J&F. Esse pedido, porém, foi negado pelo relator da Lava Jato.

As prisões podem ser feitas pela Polícia Federal já neste domingo (10) ou nesta segunda-feira (11).  Os três já haviam entregado seus passaportes nesse sábado, em uma sinalização de que não pretendem fugir do país e, assim, escapar da prisão.

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Joesley e Saud são acusados de ter quebrado cláusula do acordo de colaboração que prevê a extinção dos benefícios, como a imunidade penal, caso seja comprovado que os delatores tenham mentido ou omitido informações. Em um dos trechos da conversa gravada entre os dois executivos, divulgada na última semana, Joesley acerta com Saud de contarem, por exemplo, “20 de 30 traquinagens” cometidas pelo grupo.

O pedido de prisão de Miller, negado por Fachin, se baseia na suspeita de que ele atuou na defesa de interesses da J&F quando ainda era procurador da República. Ele trabalhou na equipe de Janot e integrou a força-tarefa da Operação Lava Jato. Os três negam as ilegalidades atribuídas a eles.

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