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Inácio Teixeira/Coperphoto

Garotinho é réu em processo que apura uso de programa assistencial para a compra de votos em Campos

 

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira (13) pela Polícia Federal enquanto apresentava seu programa na Rádio Tupi, em São Cristóvão, na capital fluminense. Os agentes cumpriram mandado de prisão domiciliar contra o político. Garotinho é levado para o município de Campos (RJ), onde terá de ficar recolhido em sua casa.

A prisão foi determinada nesta quarta pelo do juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral. O magistrado também determinou que o ex-governador utilize tornozeleira eletrônica, fique impedido de usar telefone celular e tenha contato apenas com familiares próximos e advogados. Para o juiz, a prisão de Garotinho é necessária porque, segundo o magistrado, há fortes indícios de que o grupo liderado por ele segue cometendo crimes, destruindo provas e ameaçando testemunhas.

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Manhães também o condenou à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. Mas a sentença só poderá ser cumprida se for confirmada em julgamento na segunda instância.

Cheque Cidadão

De acordo com o juiz, quando era secretário de Governo da administração de Rosinha, em Campos, Garotinho desviou R$ 11 milhões do programa municipal Cheque Cidadão, de assistência a famílias carentes, para um esquema paralelo pelo qual candidatos a vereador distribuíam cartões eletrônicos, com R$ 200 cada, para potenciais eleitores. Foram cadastrados de maneira irregular, de acordo com a acusação, 17.500 eleitores. Com isso, segundo Manhães e o Ministério Público, o ex-governador pretendia garantir forte base de apoio ao seu candidato à prefeitura Dr. Chicão (PR), que acabou derrotado.

Em junho o Ministério Público pediu a prisão preventiva do ex-governador após uma testemunha da Operação Chequinho ter denunciado que sofria ameças do grupo político dele. Considerada testemunha-chave, Elizabeth Gonçalves dos Santos, ex-funcionária da secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos contou detalhes sobre o funcionamento do esquema depois de ter sido presa no ano passado.

Esta é a segunda vez que Garotinho é preso com base na Operação Chequinho. Levado pelos policiais em novembro do ano passado, ele logo conseguiu o benefício da prisão domiciliar. Semanas depois a decisão foi revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A assessoria de Garotinho preferiu não se manifestar no momento e diz que ainda busca informações.

Ao ser preso nesta quarta, o ex-governador foi substituído pelo radialista Cristiano Santos, que atribuiu a ausência do apresentador do “Fala, Garotinho” a problemas nas cordas vocais. Ouça o momento em que isso ocorre.

“A vinheta não entrou errada, não. Estou de volta para fazer companhia pra você. Nosso Garotinho até tentou, você viu, até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi embora, e a orientação médica é que ele pare de falar, agora tem que se cuidar. O marido que pertence à Rosinha vai se cuidar para amanhã estar de volta, se Deus quiser, quando estiver bom. Já falei com ele, volta quando estiver bom. Eu cuido aqui do programa com muito carinho”, declarou.

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