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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em Brasília, políticos foram comparados a ratos em manifestação do dia 4 de dezembro

Depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ter sido consolidado, o descontentamento da população se voltou, principalmente, ao Congresso Nacional. Nas manifestações realizadas em 4 de dezembro de 2016 os alvos claros dos atos realizados em todo o Brasil eram os parlamentares investigados por crimes diversos. Um deles, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) – que se tornou réu por peculato no Supremo Tribunal Federal três dias antes dos militantes tomarem as ruas – foi o alvo personificado dos participantes. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi criticado à época. Ambos continuam exercendo papel importante no Legislativo.

Pouco mais de um mês depois, outras reivindicações dos militantes – essas ligadas à retomada da economia, dos empregos, investimentos em saúde, educação, segurança, saneamento e à falta de salários para diversos profissionais dos serviços públicos estaduais – continuam sem solução. De tudo que nos falta, porém, nada é comparável a dois ingredientes, ambos fundamentais para lubrificar a engrenagem política e social de uma democracia. Mais do que qualquer outra coisa, temos atualmente um deficit gigantesco de esperança e tolerância.

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Revista Congresso em Foco mostra que, para ter fé na democracia é preciso crer no potencial humano para construir e reconstruir, para aprender a reconhecer e corrigir os erros. O que exige acreditar que um futuro melhor não é só necessário, como também possível.

Não há quem não reconheça competência profissional e qualificações acadêmicas nas pessoas hoje à frente do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do BNDES e das principais estatais. O problema é a uniformidade de pensamento que a marca. Quando o presidente Michel Temer e seu ministério resolvem governar apenas para essa parcela da população, podem ter o apoio eventual do Congresso que o povo repudia, como se viu em 2016. Mas viram as costas para quem de fato constrói riquezas no país: os pequenos e médios empreendedores da cidade e do campo e os trabalhadores, os raladores e os despossuídos.

Fonte: Revista Congresso em Foco

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