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John Wayne dá uma surra nos índios, para eles aprenderem quem é que manda…

Uma breve pensata sobre a barbárie da guerra, por Celso Lungaretti. “Como é difícil concretizar na vida real as fantasias bobocas que povoam a mente do patético presidente dos EUA, o jeito foi ele exibir o muque de outra maneira: despachando 59 mísseis contra a Síria”

por Celso Lungaretti Publicado em 10/04/2017 07:00

EBC

A inocência da criança síria diante das atrocidades do mundo adulto

O apresentador do Big Brother World, Donald Trump, demitiu o participante sírio Bashar al-Assad, que sonha com o papel de serial killer nalgum filmeco de Hollywood.

Como é difícil concretizar na vida real essas fantasias bobocas que povoam a mente do patético presidente dos EUA, o jeito foi ele exibir o muque de outra maneira: despachando 59 mísseis contra a Síria.

Afinal, o bestial assassinato de crianças por meio de arma química exigia uma resposta que a mídia considerasse à altura e os noticiosos de TV exibissem fartamente. E cérebros bem lavados nunca reparam que disparar à distância, sem correr risco nenhum, é um ato de covardia extrema. Nem John Wayne aprovaria.

O resultado foram outras quatro crianças mortas. Mas que importa, desde que o mocinho tenha colocado outra vez os índios no seu lugar?

Demonstrações de força em tal escala são inúteis e até contraproducentes. Para funcionarem, precisam ser apocalípticas como as de Hiroshima e Nagasaki, mas, felizmente, nem mesmo um debiloide como o Trump ousaria cometer um crime contra a humanidade tão dantesco hoje em dia.

Então, o que tivemos foi apenas o acréscimo, por cortesia dos EUA, de mais nove seres humanos à lista de cerca de 80 vítimas fatais produzidas pelo carniceiro de Damasco.

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