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Reitor da UFSC desde 2015 é acusado de não dar andamento a investigações internas sobre desvios em programa de educação a distância

 

Agentes da Polícia Federal prenderam na manhã desta quinta-feira (14) o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luís Carlos Cancellier de Olivo. Ele é suspeito de proteger um grupo acusado de desviar R$ 80 milhões de cursos de Educação a Distância (Ead) da UFSC. Ao todo são cumpridos sete mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão em Florianópolis, Itapema (SC) e Brasília.

As ações fazem parte da Operação Ouvidos Moucos, também integrada pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União (CGU).  Os investigados são suspeitos de fraude em licitação, peculato, falsidade documental, estelionato, inserção de dados falsos em sistemas e organização criminosa.

Segundo a PF, o nome da operação é uma referência à “desobediência reiterada” da gestão da UFSC aos pedidos e recomendações dos órgãos de fiscalização e controle. Os policiais também fazem buscas na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília atrás de dados sobre repasses para os programas de EaD da UFSC.

De acordo com a PF, um grupo de professores da UFSC, funcionários de instituições parceiras e empresários atuaram no desvio de bolsas verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem vínculo com a universidade.

Os investigadores afirmam que parentes de professores que integravam o programa receberam como bolsa, de maneira fraudulenta, quantias expressivas. Há casos, segundo a PF, de professores coagidos a repassar metade dos valores das bolsas recebidas para docentes que participavam das fraudes. Com mais de 40 mil estudantes e 1,5 mil funcionários, a UFSC é considerada uma das melhores universidades do país.

A instituição ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

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24/09/2017 13:16
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