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Luis Macedo / Agência Câmara

PP, PMDB, PT, PSDB e PR concentram mais de 60% de todos os parlamentares que respondem a inquéritos ou a ações penais no Supremo Tribunal Federal

 

Direita e esquerda costumam se acusar mutuamente sobre quem tem mais contas a prestar em relação ao recurso a atos ilícitos para conquistar ou manter poder. Mas os dados referentes às acusações criminais contra parlamentares federais, em análise no Supremo Tribunal Federal, sugerem que a associação de políticos com práticas criminosas é um fenômeno que vai além de ideologias.

De acordo com levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco, dos cinco partidos com maior número de congressistas sob suspeita, dois são de direita (PP, com 35 parlamentares, e PR, com 19), um é de esquerda (PT, com 32) e dois são de centro: PMDB (também com 32) e PSDB (26). Em ordem decrescente, portanto, a sopa de letrinhas fica assim: PP em primeiro lugar; PMDB e PT logo atrás, praticamente empatados; PSDB em seguida; e na quinta posição, mais distante dos demais, o PR.

A atualização da situação criminal dos parlamentares é um dos principais assuntos da nova edição da Revista Congresso em Foco. Parte do material foi publicado na terça-feira (18), mostrando que é recorde o número de senadores que respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo. Para acessar o conteúdo completo da revista, clique aqui.


Partidos com mais parlamentares acusados criminalmente (em números absolutos) *

* Estão incluídos entre os acusados os seguintes parlamentares licenciados para exercer cargos no Executivo: senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Blairo Maggi (PP-MT); e deputados Antonio Bahlmann (PDT-CE), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Bruno Araújo (PSDB-PE), Fernando Torres (PSD-BA), Giovani Feltes (PMDB-RS), Maurício Quintella Lessa (PR-AL), Rodrigo Garcia (DEM-SP), Rossoni (PSDB-PR) e Sandes Júnior (PP-GO)

Somados, os cinco partidos acima citados reúnem 144 parlamentares com pendências criminais no STF, em relação que inclui deputados e senadores licenciados de seus mandatos. Em outras palavras: PP, PMDB, PT, PSDB e PR concentram mais de 60% dos 238 parlamentares sob suspeita.

Considerados apenas os partidos médios e grandes, o PP também é o campeão em rolos judiciais em termos proporcionais: 65% dos seus representantes no Parlamento nacional respondem a acusações na suprema corte.

Segundo colocado em número de parlamentares investigados, o PMDB cai para o décimo lugar pelo critério proporcional, pelo fato de possuir a maior bancada de congressistas, com 62 deputados e 22 senadores. Menos de 40% deles são alvo de investigações ou ações penais em andamento no STF.

O inverso ocorre com o PDT, que tem apenas 21 representantes no Congresso. O partido tem dez parlamentares com pendências criminais, o que o deixa na nona colocação entre os partidos com mais deputados e senadores na mira do Supremo. Mas, em termos percentuais, aparece entre as agremiações mais encrencadas.

Excluídos os partidos nanicos, o ranking das bancadas mais enroladas fica assim: PP (65%), PT e PDT empatados (48%), PSDB (46%) e DEM (45%).

100% suspeitos

Há duas agremiações anãs com 100% de suas bancadas sob suspeita. A primeira delas é o PSL, ao qual pertencem os deputados Alfredo Kaefer (PR) e Dâmina Pereira (MG). O paranaense responde a seis inquéritos e uma ação penal e a representante de Minas Gerais responde a um inquérito e uma ação penal.

A outra é o PTC, cujo único representante no Congresso é o senador Fernando Collor (AL). Afastado em 1992 da Presidência da República em razão de um processo de impeachment, o parlamentar alagoano é investigado em cinco inquéritos.

Já o PTdoB, com quatro parlamentares, tem dois investigados no Supremo: Cabo Daciolo (RJ), que responde a uma ação penal; e Luis Tibé (MG), alvo de três inquéritos.

Bancadas com mais parlamentares acusados criminalmente *

* Os dados acima desconsideram os partidos nanicos.

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18/10/2017 14:00
18/10/2017 13:56
18/10/2017 12:55
 
18/10/2017 12:33
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