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Os mercados públicos estão entre os principais pontos de visitação turística em muitas cidades. Em muitas capitais europeias, como Londres e Paris, eles integram a memória cultural e arquitetônica dessas metrópoles e são onde os habitantes se abastecem de alimentos há séculos.

Sempre gostei de visitar mercados públicos e de resgatar neles as raízes da cultura gastronômica dos povos. Ainda quero conhecer muitos desses lugares, como o Ver-o-Peso, em Belém.

Muitas pessoas falam sobre a magia dos sabores, aromas e temperos paraenses concentrados lá. Há o Mercado Público de Porto Alegre, que conheço desde criança, e seu bonito prédio de 1869, que faz parte do patrimônio histórico e cultural da capital gaúcha. As bancas do mercado são famosas e é sempre um passeio agradável.

No Brasil, como também em outros países, os mercados públicos surgiram no final do século 19, impulsionados por movimentos de higienistas, que lutavam contra as condições insalubres de feiras livres e ribeiras de peixe.

Em 1875 nasceu o primeiro desses prédios em ferro e vidro, o Mercado de São José, no Recife. O projeto era norteado por questões higienistas, e uma cópia quase fiel ao projeto do Mercado de Grenelle, em Paris.

Wilson Dias/Agência Brasil

“No Brasil, como também em outros países, os mercados públicos surgiram no final do século 19”, informa Miriam Moura

O fato de muitos mercados públicos terem sido construções de ferro e vidro foi favorecido pelos esforços da indústria europeia, interessada em abrir novos mercados para produtos metálicos para construção. Assim, o Mercado Les Halles Centrales de Paris, em ferro e vidro, se tornou um modelo de exportação para outras partes do mundo, sedentas de reproduzir os ícones do progresso do mundo europeu.

Para apaixonados por mercados públicos como eu, o milenar Borough Market de Londres é uma espécie de meca. É o mercado mais antigo de Londres. Desde o século 13 funcionava um mercado próximo a London Bridge. Há 250 anos o Borough Market se mudou para o local onde está até hoje.

É o ponto de encontro de chefs, amantes da culinária e de turistas todas as quintas, sextas e sábados. Nos outros dias da semana funciona como atacadista. Em tempos tristes de Brexit na Inglaterra, o Borough Market celebra a união dos povos europeus e do mundo inteiro pela gastronomia.Une sabores, temperos, queijos, frutas e difunde receitas cultuadas há séculos.

Nas 70 barracas de alimentos de várias línguas é possível provar delícias de culturas diversas, em meio a sorrisos orgulhosos dos expositores das especialidades culinárias nacionais. Lá, conheci receitas da Croácia e de outros países europeus. Testei embutidos de selos e endereços longínquos, incentivada pelos expositores que afirmam ser o produto “o melhor de todos”.

Além dos mercados públicos seculares, gosto de conhecer feiras livres, essas montadas em pracinhas do interior. Em viagens pela Itália, na Sicília e na Puglia, tive boas surpresas. Essas feirinhas de gastronomia são uma oportunidade de provar iguarias regionais e únicas a preços populares.

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