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Peru de fora

Paulo Castelo Branco
por Paulo Castelo Branco | 04/03/2018 08:00

Sobre a intervenção das Forças Armadas no combate à criminalidade e à violência não há dúvida que a população brasileira apóia incondicionalmente.

Já sobre a forma há mais peru em volta da mesa do que jogadores que conhecem o assunto.

Como todas as cartas foram colocadas sobre a mesa, é o caso de esclarecer que tipo de jogo será escolhido. Se for ronda, cada um escolhe a sua carta, e o croupier retira uma a uma do monte até que saia a carta igual à escolhida pelos jogadores. É jogo para passar o tempo. Se for truco, não vai dar certo. O jogo não tem regras e serve para congregar amigos em volta de cerveja e churrasco. É uma gritaria danada e todos se divertem.

Quanto à situação da segurança pública, o ideal será o poker, que requer inteligência, experiência, sangue-frio e disciplina.

O jogo está jogado e, no final, quem será o vencedor?

Desde os tempos mais remotos, o ser humano sempre fez a guerra para buscar a paz.

Na História moderna, o Prêmio Nobel foi entregue a governantes que guerrearam em nome da paz. Em todas as guerras, heróis se destacaram por gestos de bravura ao matar dezenas de inimigos. Enfermeiras e médicos morreram para salvar feridos; tudo em nome da palavra mais usada em meio a conflitos que proliferam pelo mundo.

Os pacifistas e a ONU sabem que, no limite, será necessário ser mais duro para conseguir a sobrevivência de mais pessoas, especialmente dos inocentes.

Este argumento foi usado pelos americanos ao bombardear o Japão com a bomba atômica: salvar gente, terminando a matança diária com a rendição do inimigo. Os massacres vitoriosos nas guerras estão na história de muitos países, inclusive o nosso durante a guerra do Paraguai. É o homem bicho contra o bicho homem.

Tânia Rêgo / Agência Brasil

Para Paulo Castelo Branco, "soluções encontradas pelo presidente Michel Temer são as necessárias"

Na batalha diária que perdemos para bandidos sanguinários, sabemos todos que não bastarão educação, assistência social ou carteiras assinadas para conter a guerrilha urbana que se instalou nas nossas ruas como se fôssemos a Colômbia então sitiada por traficantes.

Agora, o Brasil se tornou o porto seguro para criminosos. O combate contra as milícias de traficantes de drogas e armas foi contido em outros países produtores de drogas, como na Colômbia. Ali, levou-se meio século para conter a criminalidade à custa de milhares de vidas.

A nossa sociedade, refém dos assassinos cruéis e de governantes mancomunados com o crime, não sabe mais o que fazer. Os quase 70 mil assassinatos por ano são semelhantes a zonas de guerra, deixando-nos a clamar por soluções drásticas.

A intervenção no Rio de Janeiro, estado saqueado por políticos e carente de tudo, é o exemplo de como a união de governantes e bandidos só pode dar no que deu.

As soluções encontradas pelo presidente Michel Temer são as necessárias. As mudanças rápidas e duras, realizadas pelas Forças Armadas no comando da banda boa das polícias, são sinais de que o tempo das quadrilhas organizadas está chegando ao fim.

Os falsos entendidos de segurança pública filosofam a respeito do tema e tentam amaciar as ações policiais com argumentos sociológicos, psicológicos e psiquiátricos para condenarem as medidas adotadas.

É fato que as ações violentas não são desejadas e nem são apregoadas pelas autoridades. Os moradores do Rio, especialmente das favelas, estão cansados de viver perigosamente.

As cartas estão nas mesas, e os jogadores devem proibir a entrada no salão de perus dando palpites e ditando regras.

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